9 - AS CORES DE UMA ESCRITURA - Portugal - 2011
Moldopoli - Lagos - Portugal - 22/07/11 a 26/08/11.

AS CORES DE UMA ESCRITURA
 

A pintura de Vando Figueirêdo implica antes de tudo, emoção e pensamento, evidentemente compreendidos como uma experiência psicossocial.

Uma vez surpreendido pelas cores e sua formas, o espectador é impulsionado a inquirir-se sobre o enigma que ali se instaura e não há respostas claras e imediatas, mas inquietações, ao mesmo tempo, diluídas em perplexidades.

Ao perscrutar, quadro a quadro, sob os mais diversos flagrantes, os instantes por que a natureza foi focada pela cultura, isto é ao mergulha nas transformações que o ser humano provocou, tanto em seu habitat quando maneira de se relacionar-se com o outro. Vando Figueirêdo revela-nos o carácter moralizante de sua obra.

Assoma-nos desse modo, sob a forma de um ensinamento. Prende-se sobretudo, a projeto pacientemente elaborado. O acaso pode, a princípio até ter-lhe possibilitado o contanto inesperado com tais verdades ; mas a epifania em que se transformou foi sem dúvida, resultante de uma busca consciente, da mesma entrega de quem palmilha o sagrado.

Vando Figueirêdo apresenta-nos, a expressão de sua maturidade criadora. Trata-se de um artista de traços singulares, inconfundíveis. A seleção de cores, as figurações, a leitura da temática, inscritas num quadro, são sua própria assinatura. É hoje, indubitavelmente, uma referência em relação à produção da arte contemporânea. É dentre os criadores, um dos raros que conseguem unir magia e compromisso com o estar-no-mundo, numa fusão inusitada entre inquietações individuais e o cotidiano.

 

 

Carlos Augusto Viana

Crítico Literário



 



 
 
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